sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Da minha Dor

Se eu pudesse medir em litros – nem o oceano conseguiria. Se pudesse medir em palavras – faltaria papel e tinta. Se pudesse apenas descrever – jamais pararia de falar. Se fosse possível demonstrar – não me bastaria chorar. E dos teus olhos que me devoram a alma, das tuas mãos que consomem meu ser, da tua voz que leva à tortura, e do teu sorriso... Que sempre levo comigo. Nós fomos, ou somos. Tentamos e falhamos. Mas aquilo que deixou gravado em mim foi mais profundo que um abismo, não pelo silêncio, não pela solidão, nem mesmo pela história mau acabada. Olhando melhorvocê talvez não tenha deixado nada. O vazio que agora chamo de “eu” seria um esconderijo perfeito, se não tivesse uma companheira. Ela, que vêm sem ser convidada, que vem quando não se espera, que vem e destrói, humilha, destroça... Mas te deixa vivo, para continuar a conhece-la. Ela que veio hoje, depois de ter vindo todos os dias. Ela que não me abandona, por mais que eu lute, por mais que eu grite. Ela que tem histórias, a de um pai perdido, a de um filho doente, a de um irmão assassino, a de um amigo ausente, a de um amor esquecido...a nossa história. Ela que, depois de tanto tempo, ainda carrega teu nome.

D.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Será?

Olhar mil rostos e só ver um,
pensar mil coisas mas só se concentrar em uma,
receber milhares de abraços mas só desejar um.
Uma sensação estranha, coração apertado,
uma mistura de angústia e ansiedade.
Será que eu poderia ter feito algo diferente?
Ou simplesmente não faria diferença para você?
E a saudade?! Ah a saudade, essa é a que dói mais!
Não é a toa que nem o inglês, língua universal,
ainda não conseguiu um modo de traduzi-la...

J.

Lá fora

Te vejo lá fora, mas você não entra mais.
Já não é a mesma coisa, ainda que nada tenha mudado.
Você sorri pra mim, mas daqui de dentro parece tão falso,
e as verdades que uma vez buscamos não existem.
Você me chama, e ainda que eu queira ir eu não te quero.
De todas as promessas, oque restou afinal?
Lembranças vazias, tardes de sol, cinemas fechados,
sorvetes de morango...você ao meu lado.
Ai de fora a vida é melhor, é mais fácil?
Espero que você não sinta frio, que não se sinta só.
Espero que consiga me deixar...
No entanto você ainda me chama.
Mas não vou sair, não mais.

D.